Como hospedar um servidor de Terraria em uma VPS
Um servidor próprio de Terraria deixa o mundo do grupo no ar o tempo todo: ninguém precisa manter o PC ligado de madrugada, e cada amigo entra quando quiser. A forma mais simples e barata de conseguir isso é uma VPS.
A atualização 1.4.5, Bigger & Boulder, saiu em 27 de janeiro de 2026 com centenas de itens novos e conteúdo de Dead Cells e Palworld, e muitos grupos estão começando mundos do zero. Para quem joga no Brasil, conta também o ping: quanto mais perto o servidor, melhor.
Este guia foi escrito para quem nunca administrou um servidor. Nele mostramos:
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o que é um servidor dedicado e onde rodá-lo;
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quanta memória e CPU você precisa;
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a instalação completa no Linux, do primeiro acesso à inicialização automática;
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mods, privacidade, jogadores de celular, backups e erros comuns.
O que é um servidor dedicado de Terraria e por que rodá-lo em uma VPS?
Um servidor dedicado é um programa separado que mantém um mundo de Terraria funcionando sem o jogo aberto. Ele carrega o mapa, registra cada bloco, baú e chefe derrotado e recebe as conexões dos jogadores pela internet.
No Host & Play, a opção do menu do jogo, o mundo existe só enquanto o anfitrião joga. Quando ele sai, a sessão acaba para todos.
Uma VPS (servidor virtual privado) é um computador virtual alugado em um data center. Ela tem sistema operacional próprio, IP público e uma parte fixa de CPU e memória. O programa do servidor passa a morar nessa máquina, longe da sua mesa.
Alguns termos que aparecem ao longo do texto:
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Arquivo do mundo (.wld). O mapa e todo o progresso ficam salvos nesse arquivo.
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serverconfig.txt. Um arquivo de texto com as configurações: nome do mundo, senha, limite de jogadores.
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Porta 7777. A “porta de entrada” de rede que o servidor usa por padrão.
Um servidor vazio entra em hibernação: o tempo no mundo para até alguém conectar, e a máquina quase não trabalha.
Onde hospedar o servidor: no seu PC, em uma hospedagem de jogos ou em uma VPS?
Existem três caminhos comuns, e cada um combina com um tipo de grupo.
No seu próprio computador. O servidor dedicado já vem junto com a versão do jogo para Windows e não custa nada. Por outro lado, o mundo cai sempre que o PC desliga ou a internet de casa oscila. Também é preciso liberar a porta 7777 no roteador, e algumas operadoras dificultam isso com CGNAT.
Em uma hospedagem de jogos. Servidor pronto com painel por uma mensalidade. Configura em minutos, só que versões, plugins e acesso aos arquivos dependem do plano. Muitos serviços cobram em dólar, o que soma câmbio e IOF à conta.
Em uma VPS. Você recebe uma máquina Linux limpa e controle total sobre ela. A primeira instalação leva cerca de meia hora, e depois o servidor praticamente roda sozinho.
| Opção | Custo mensal | No ar 24 horas | Controle sobre versões e mods | Quem configura | Para quem serve |
|---|---|---|---|---|---|
| PC de casa | Grátis, fora a conta de luz | Só enquanto o PC e a internet estão ligados | Total | Você, mais a liberação de porta no roteador | Sessões curtas com um ou dois amigos |
| Hospedagem de jogos | Cerca de R$ 30 a R$ 60 nos planos de entrada | Sim | Limitado às opções do painel | O provedor | Quem não quer mexer com administração |
| VPS (por exemplo, Serverspace) | Pagamento por uso, cobrado a cada 10 minutos | Sim | Acesso root completo | Você, uma vez, depois só manutenção leve | Grupos que querem controle com custo baixo |
O que você ganha com uma VPS:
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o mundo fica disponível a qualquer hora;
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você escolhe a versão exata do jogo, o software do servidor e os plugins;
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a mesma máquina pode rodar um bot do Discord, um segundo mundo ou uma cópia de teste.
Em troca, atualizações, backups e segurança ficam por sua conta, e tratamos de cada ponto abaixo.
Quanta RAM e CPU um servidor de Terraria realmente precisa?
Terraria é um dos jogos multiplayer mais leves para hospedar. A Wiki oficial do jogo indica 500 MB de RAM livre para um mundo pequeno como ponto de partida. Na prática, o consumo depende mais do número de jogadores, plugins e mods do que do tamanho do mapa.
Referências que funcionam para a maioria dos grupos:
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2 GB de RAM, 1 vCPU: até 8 jogadores em um mundo vanilla.
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4 GB de RAM, 2 vCPU: cerca de 16 jogadores com TShock e alguns plugins.
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8 GB de RAM, 2 vCPU ou mais: por volta de 32 jogadores, mundo grande e mais plugins.
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4 a 6 GB de RAM: servidor tModLoader com um pacote de conteúdo pesado, como Calamity.
A velocidade do processador pesa mais que o número de núcleos, porque boa parte da lógica roda em uma única thread: uma ou duas vCPUs rápidas bastam. Disco quase nunca é problema, e um SSD ajuda mundos grandes a salvar mais rápido.
Regra prática: comece pequeno e aumente os recursos quando o servidor travar em lutas contra chefes ou invasões.
Vanilla, TShock ou tModLoader: qual versão do servidor combina com o seu grupo?
Escolha o tipo de servidor primeiro: em 2026 as três opções estão em versões diferentes do jogo.
Servidor vanilla. O programa oficial da Re-Logic, hoje na versão 1.4.5.8. Se o seu jogo no PC mostrar 1.4.5.7, está tudo certo: o último hotfix do cliente e o pacote do servidor têm numeração diferente. Serve para quem quer o jogo original.
TShock. Um mod de servidor bem popular, com ferramentas para administrar uma comunidade:
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contas de jogador com cadastro e login;
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grupos de permissão para admins e moderadores;
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proteção contra trapaças, whitelist e suporte a plugins.
O TShock 6.2.1 é compatível com o Terraria 1.4.5.8, e os jogadores entram com o cliente normal do jogo.
tModLoader. A plataforma para mods de conteúdo como Calamity ou Thorium. A versão estável ainda roda no Terraria 1.4.4. Os desenvolvedores dizem que a migração para a 1.4.5 ainda vai levar muitos meses, e o ramo 1.4.4 continua recebendo manutenção como versão legada.
Um jeito rápido de decidir:
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quer o conteúdo mais novo com os amigos → vanilla;
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vai abrir um mundo público ou semipúblico → TShock;
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quer mods grandes de conteúdo → tModLoader na 1.4.4.
Como configurar o servidor de Terraria em uma VPS passo a passo?
A seguir, a instalação do zero em uma VPS nova com Ubuntu 24.04. Os mesmos comandos funcionam no Debian, e cada passo leva poucos minutos.
Passo 1. Escolha o plano e a localização da VPS
Escolha um data center perto da maioria dos jogadores: para um grupo no Brasil, um servidor nos Estados Unidos deixa o jogo bem mais lento. Para um mundo vanilla, 1 vCPU e 2 GB de RAM bastam no começo.
A Serverspace oferece servidores VPS no data center SP3 da Equinix, em São Paulo, com certificação Tier III. Alguns detalhes que fazem diferença para um servidor de jogo:
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uma máquina nova fica pronta em cerca de 40 segundos;
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a cobrança acontece a cada 10 minutos, então um mundo de teste custa pouco;
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o tráfego é ilimitado, e noites movimentadas não aumentam a conta;
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CPU e RAM podem crescer depois, quando o grupo aumentar.
Escolha o template do Ubuntu, crie o servidor e anote o endereço IP e a senha de root.
Passo 2. Conecte via SSH e prepare o Ubuntu
Abra um terminal (no Windows, o PowerShell funciona) e acesse a máquina:
ssh root@IP_DO_SERVIDORAtualize o sistema, instale três ferramentas pequenas e crie um usuário separado para o jogo:
apt update && apt upgrade -y
apt install -y wget unzip tmux
adduser terraria
su -l terrariaUm usuário separado é um hábito básico de segurança: um problema dentro do processo do jogo não alcança o resto do sistema.
Passo 3. Baixe os arquivos oficiais do servidor
Baixe o pacote do servidor no terraria.org, descompacte e torne o programa executável:
wget https://terraria.org/api/download/pc-dedicated-server/terraria-server-1458.zip
unzip terraria-server-1458.zip
chmod +x 1458/Linux/TerrariaServer.bin.x86_64
mkdir -p ~/worldsO arquivo traz versões para três sistemas, e na VPS você usa só a pasta Linux. O número no nome acompanha o patch: 1458 significa 1.4.5.8.
Passo 4. Crie o arquivo serverconfig.txt
Sem configuração, o servidor faz perguntas no console a cada inicialização. Crie o arquivo com nano ~/serverconfig.txt e cole:
world=/home/terraria/worlds/MeuMundo.wld
autocreate=2
worldname=MeuMundo
difficulty=1
maxplayers=8
port=7777
password=TroqueEstaSenha
secure=1
language=pt-BRO que cada linha faz:
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world: caminho do arquivo do mundo, criado pelo autocreate se ainda não existir.
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autocreate: tamanho do mundo novo: 1 pequeno, 2 médio, 3 grande.
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difficulty: 0 Clássico, 1 Expert, 2 Master, 3 Journey.
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maxplayers: limite de jogadores, de 1 a 255 (16 se você omitir a linha).
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port: a porta de rede, 7777 por padrão.
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password: a senha para entrar no mundo.
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secure: proteção extra contra trapaças.
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language: pt-BR deixa as mensagens do servidor em português.
Passo 5. Libere a porta 7777 no firewall
Ninguém consegue entrar enquanto a porta estiver fechada. Digite exit para voltar à conta root e configure o firewall ufw:
ufw allow OpenSSH
ufw allow 7777/tcp
ufw allow 7777/udp
ufw enableO Terraria usa TCP, e a Wiki oficial também recomenda abrir UDP em servidores na nuvem. Mantenha a primeira linha: ativar o firewall sem liberar o SSH tranca você para fora da VPS.
Passo 6. Inicie o servidor e mantenha-o no ar 24 horas
Na primeira vez, volte ao usuário do jogo com su -l terraria e inicie o servidor dentro do tmux, uma ferramenta que mantém programas rodando depois que você fecha o terminal:
tmux new -s terraria
cd ~/1458/Linux
./TerrariaServer.bin.x86_64 -config /home/terraria/serverconfig.txtA primeira inicialização gera o mundo e leva um ou dois minutos. Para deixar o servidor rodando, aperte Ctrl+B e depois D. Para voltar ao console, use tmux attach -t terraria.
Comandos úteis no console:
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save: salva o mundo na hora;
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playing: mostra quem está online;
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kick e ban seguidos do nome do jogador;
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exit: salva o mundo e desliga o servidor.
Para o servidor subir sozinho depois de uma reinicialização da VPS, encerre o teste com exit, volte ao root e crie o arquivo /etc/systemd/system/terraria.service:
[Unit]
Description=Terraria server
After=network.target
[Service]
Type=forking
User=terraria
WorkingDirectory=/home/terraria/1458/Linux
ExecStart=/usr/bin/tmux new -d -s terraria "/home/terraria/1458/Linux/TerrariaServer.bin.x86_64 -config /home/terraria/serverconfig.txt"
ExecStop=/usr/bin/tmux send-keys -t terraria exit Enter
ExecStop=/bin/sleep 15
[Install]
WantedBy=multi-user.target
Depois rode systemctl daemon-reload e systemctl enable --now terraria. O console continua acessível pelo tmux, e uma parada normal envia exit e espera 15 segundos para o mundo salvar.
Passo 7. Entre no mundo pelo jogo
Abra o Terraria, escolha Multijogador e depois Entrar via IP. Selecione um personagem e informe o IP da VPS, a porta 7777 e a senha do arquivo de configuração.
Todos precisam usar a mesma versão do jogo que o servidor, então confira isso primeiro se alguém não conseguir entrar.
Como montar um servidor com mods usando o tModLoader?
Com mods de conteúdo, o processo muda um pouco:
Mantenha tudo separado. O tModLoader roda na versão 1.4.4, então precisa de pasta e mundo próprios. Se os dois servidores dividirem a mesma VPS, use outra porta para o servidor com mods, como 7778, e libere essa porta no firewall.
Instale o servidor. O repositório do tModLoader no GitHub traz utilitários para Linux: um script de gerenciamento que instala o servidor a partir do release oficial ou do SteamCMD e o inicia com um comando, além de uma configuração Docker para uma instalação isolada.
Adicione os mods. Copie os arquivos .tmod para a pasta Mods do servidor junto com a lista de mods ativos. O jeito mais fácil é montar a lista no seu próprio cliente tModLoader e depois enviar os mesmos arquivos.
Mesma versão para todos. O tModLoader recusa a conexão se a versão de um único mod for diferente entre jogador e servidor, então atualizem os mods juntos antes de cada sessão.
Reserve memória. Planeje de 4 a 6 GB de RAM para pacotes grandes. Um plano de 2 GB que roda o vanilla com folga pode nem conseguir iniciar um modpack pesado.
Os jogadores entram pelo app gratuito tModLoader na Steam, já que o cliente comum do jogo não carrega mods.
Como deixar o servidor privado só para os seus amigos?
Um servidor com IP público pode ser encontrado por qualquer pessoa que varre a internet. Para um mundo de amigos ou da família, algumas configurações mantêm estranhos do lado de fora:
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Defina uma senha forte e compartilhe só no grupo.
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Mantenha secure=1 para bloquear ferramentas comuns de trapaça.
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Passe o IP no privado e não cadastre o servidor em listas públicas.
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Use o ban quando precisar. O comando registra o jogador no banlist.txt; apague a linha para desfazer o banimento.
Em grupos maiores, o TShock dá controle mais fino: whitelist de IPs permitidos, contas pessoais com senha e grupos que definem quem pode construir ou usar comandos.
Atenção para servidores públicos com crianças. Pela LGPD, o IP pode identificar uma pessoa e conta como dado pessoal, e o TShock guarda esses endereços. Dados de crianças exigem consentimento específico de um dos pais ou responsável. Desde 17 de março de 2026 vale também o ECA Digital (Lei 15.211/2025), que cobre jogos e serviços online com provável acesso de crianças e adolescentes, sob fiscalização da ANPD. Para um servidor fechado de amigos e família, o caso é bem mais simples.
Jogadores de celular e console conseguem entrar no servidor?
Celulares e tablets. O próprio app consegue hospedar um mundo para até 8 jogadores, mas só enquanto o anfitrião mantém o jogo aberto. Para um mundo sempre ligado, a Re-Logic oferece um Mobile Dedicated Server separado, gratuito no terraria.org. É um pacote diferente do servidor de PC descrito aqui, e no arquivo de configuração dele a dificuldade é deslocada em um, então Expert vira 2.
PC e celular juntos. O crossplay chega em etapas, e os relatos sobre o que funciona na 1.4.5 variam. Confira os anúncios no fórum oficial e teste com um celular antes de prometer um mundo compartilhado.
Consoles. PlayStation, Xbox e Switch ainda não entram em servidores de PC ou VPS. A Re-Logic diz que o crossplay com consoles está nos planos, sem data definida.
Como fazer backup e atualizar o servidor sem perder o mundo?
Desde a versão 1.4.5.0, o servidor salva o mundo automaticamente quando o último jogador sai. Isso ajuda, mas não protege contra um arquivo corrompido ou uma atualização que dá errado. Para isso existem cópias regulares.
Backup diário. Com o usuário terraria, crie uma pasta com mkdir ~/backups, rode crontab -e e adicione uma linha:
0 5 * * * tar -czf ~/backups/world-$(date +\%F).tar.gz -C ~ worldsToda madrugada, às 5h, a pasta worlds vira um arquivo com a data no nome. Copie esses arquivos para fora da VPS de vez em quando, para uma falha não levar o mundo e os backups juntos.
Atualização segura:
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Avise o grupo sobre a pausa e rode systemctl stop terraria.
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Faça um backup novo da pasta worlds.
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Baixe e descompacte o novo pacote do servidor ao lado do antigo.
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Atualize o caminho da pasta no arquivo do serviço, rode systemctl daemon-reload e inicie o servidor.
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Digite version no console para confirmar a nova versão.
No TShock, copie também o tshock.sqlite e a pasta tshock antes de instalar uma nova versão. Esses arquivos guardam contas e permissões.
Quais limites e riscos você deve esperar?
O controle total vem acompanhado de alguns limites:
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A administração é sua. Atualizações, backups e correções de segurança não acontecem sozinhos.
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Portas abertas chamam atenção. Use senha no mundo, chaves SSH e sistema atualizado.
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Os mods andam atrás. Enquanto o tModLoader estiver na 1.4.4, mundos com mods não usam o conteúdo da 1.4.5.
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Uma localização para todos. Quem mora longe do data center terá ping maior.
Qual configuração serve para o seu grupo? Cinco cenários comuns
1. Um grupo pequeno de amigos. Três a cinco pessoas jogam algumas noites por semana: vanilla 1.4.5.8, mundo médio e 2 GB de RAM dão conta.
2. Um servidor de família. Pais e filhos dividem um mundo protegido por senha, com o IP compartilhado só dentro de casa. A dificuldade Journey deixa as crianças ajustarem o desafio ao próprio ritmo.
3. Um mundo de comunidade. Um grupo do Discord com 15 a 20 jogadores precisa de contas, moderadores e proteção contra griefing: TShock com 2 vCPU e 4 GB de RAM.
4. Uma campanha com mods. A turma quer Calamity e alguns mods de qualidade de vida: tModLoader na 1.4.4, 4 a 6 GB de RAM, mundo separado e a mesma lista de mods para todos.
5. Uma cópia de teste. Antes de uma grande atualização, o admin sobe uma cópia do mundo principal em outra porta. Se algo quebrar, o mundo principal continua intacto.
Quais erros mais derrubam servidores de Terraria?
Versões diferentes do jogo. Um cliente em um patch não entra em servidor de outro patch. Atualizem servidor e jogo antes da sessão.
Travado em “Found Server”. O jogador alcança o IP, mas não recebe resposta. Em geral, a porta 7777 está fechada no firewall ou a porta do arquivo de configuração não confere.
Caminhos relativos e falta de permissão. O servidor inicia, mas não encontra ou não salva o mundo. Use caminhos completos e guarde os mundos na pasta pessoal do usuário terraria.
Fechar o console do jeito errado. Matar o processo ou fechar o SSH sem tmux perde o progresso desde o último salvamento, e o exit-nosave nem salva. Desligue com exit.
Atualizar sem backup. Uma atualização com falha ou um plugin quebrado pode danificar o arquivo do mundo. Um backup de dois minutos antes transforma isso em uma restauração rápida.
Conclusão: próximos passos
Recapitulando o caminho completo para hospedar Terraria em uma VPS:
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escolha o tipo de servidor: vanilla, TShock ou tModLoader;
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dimensione a VPS para o grupo, começando com 2 GB de RAM;
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instale o servidor, crie o serverconfig.txt e libere a porta 7777;
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configure a inicialização automática, a senha e o backup diário.
Comece com um mundo vanilla, adicione o TShock quando o grupo crescer e suba um servidor tModLoader separado se a turma quiser mods. Uma VPS pequena da Serverspace em São Paulo basta para o primeiro mundo, mantém o ping baixo e ganha memória depois sem mudar de lugar.